22 de fev de 2018

Criação de Periquito Australiano (MELOPSITTACUS UNDULATOS)



História

Em 1805 foi descrito por Shaw e Nodder com o nome Psittacus undulatus, sendo o primeiro nome se referindo a um psitacídeo, e o segundo as marcas onduladas de suas asas.

Em 1840, quando o famoso naturalista inglês John Gould teve contato com esses pássaros, ele observou seus sons, e acrescentou a palavra melo (som), antes da palavra Psittacus, ficando definitivamente melopsittacus undulatos. 

A palavra budgerigar (como os periquitos são conhecidos na língua inglesa), vêm da palavra aborígene "bedgerigah" que significa "bom para comer", pois fazia parte da dieta das tribos aborígenes. 

Em 1840 quando John Gould retornou a Europa, levou consigo os primeiros periquitos, que aos poucos foram ficando conhecidos e também começou-se a sua criação em cativeiro. Em 1850, começou a criação de periquitos em larga escala em Antuérpia (centro do comércio de aves de gaiola), e a partir daí, virou febre em toda a Europa. 

Da cor original (verde claro), surgiram mutações, que deram origem a centenas de cores encontradas hoje nos periquitos. Em 1870 surgiu a primeira mutação na Bélgica, causando grande espanto, um periquito amarelo de olhos vermelhos, (provavelmente um lutino). 

Nesse mesmo tempo surgiram os amarelos de olhos pretos, mas a sensação surgiu em 1878, os celestes. Os brancos surgiram em 1917. Depois dos celestes vieram os verde escuro, que combinados com os azuis produziram os cobaltos, e a partir daí as mutações se multiplicaram, e até hoje continuam aumentando.

Características

Os periquitos-australianos são aves pequenas, com uma envergaduramédia de 18cm. As fêmeas são ligeiramente mais pesadas podendo ter entre 24 e 40 gramas, enquanto os machos selvagens entre 22 e 34 gramas. Em estado natural, os periquitos são visivelmente menores do que aqueles domesticados. Esta espécie em particular de papagaio está disponível em várias cores quando em cativeiros(como azul, cinza, amarelo, cinza-esverdeado, violeta e branco).

Suas penas em habitat natural apresentam tons esverdeados cintilantes e faixas com tons de preto em diversos formatos, começando da cabeça até a cauda, geralmente ocorrendo somente na parte de cima da ave. Da face até um pouco pra cima do bico, é em tons de amarelo. Exibem pequenas manchas roxas em suas bochechas e uma série de três manchas pretas nos cantos do pescoço(chamadas de pontos da garganta). A cauda tem tons de azul escuro, com algumas penas amarelas. Suas asas é composta em partes preta-esverdeadas, riscos pretos com algumas camadas amarelas e pontos amarelos centrais que só aparecem quando as asas estão estendidas. Suas pernas variam em tons de cinzas a vermelho. Como a maioria das espécies da família Psittacidae, sua plumagem é fluorescente quando exposta á luzes ultravioletas.

Seu bico não se projeta muito, pois o grande volume de pena o encobre, sendo que a parte superior é muito maior do que a parte inferior. Com uma ponta afiada, permite que a ave agarre pequenos pedaços de alimentos como frutas e legumes.As unhas dos pés são compridas formando uma garra.

O periquito-australiano é uma das duas únicas espécies de aves psitaciformes verdadeiramente domesticadas pelo homem. A espécie é alvo de seleção artificial e reprodução em cativeiro desde de 1850. Os periquitos-australianos podem até aprender a falar.

Reprodução

Os periquitos-australianos não apresentam nenhum tipo de dimorfismo sexual à primeira vista, mas quando as aves já estão na fase adulta é possível diferenciar o sexo através da cor da cera, uma estrutura presente acima do bico onde se localizam as duas narinas, sendo a da fêmea marrom e a do macho azul-púrpura. Algumas aves fêmeas apenas demonstram a cera marrom na época de reprodução, enquanto no resto do ano ficam com a cor mais esbranquiçada. Os machos albino e lutino ficam com essa parte púrpura-rosado pelo resto da vida, parecendo que não se desenvolveram. Um fator importante que diferencia um adulto de uma cria é a íris dos olhos: a do adulto é branca em volta e preta no meio, a da cria é totalmente preta.

Geralmente é fácil identificar o sexo logo após a ave completar 6 meses de idade quando estão aptos para a reprodução através da cor da cera, mas seu comportamento e sua cabeça também ajudam. O filhote passa a ficar mais agitado e barulhento, e o volume de pena na parte de cima aumenta.

Em um macho maduro a cera é azul-púrpura, mas em algumas mutações como o Amarelos de Olhos Preto e Arlequim Recessiva Dinamarquês a cabeça é mais arredondada e a cera semelhante a de um albino ou lutino. O machos são geralmente mais alegres, namoradores, extrovertidos e tendem a fazer mais barulho que as fêmeas.

A cera da fêmea é rosada ou esbranquiçada e muda para marrom com uma textura mais grossa na época de reprodução e muitas vezes apresenta penas nas costas mais compactas e menos volumosas. As fêmeas são altamente dominantes e mais intolerantes socialmente.

A reprodução na natureza geralmente ocorre entre junho e setembro, no norte da Austrália, e entre agosto e janeiro, no sul. Eles demonstram sinais de afeição entre si ao alimentarem uns aos outros. Para isso, eles primeiro comem a comida e logo depois a regurgitam no bico do outro. As superpopulações aparecem quando há um aumento de disponibilidade de água. Seus ninhos são feitos em buracos de árvores, postes ou troncos caídos no chão. As fêmeas colocam de 4 a 6 ovos, que levam de 18 a 21 dias para se desenvolverem e eclodirem.

A maior parte das espécies de papagaios necessitam de um árvore oca para se reproduzirem. Devido a este comportamento natural, os periquitos reproduzem-se mais facilmente em um ninho de tamanho razoável. Os ovos geralmente têm de 1 a 2 centímetros de comprimento e são branco-perolados. As fêmeas da espécie podem colocar ovos mesmo quando não há um macho, mas estes não são fertilizados, portanto não eclodem. A postura de ovos ocorrem em dias alternados. Logo após o primeiro ser posto, pode levar de 2 a 3 dias para o próximo.

Alimentação

Os periquitos-australianos alimentam-se quase exclusivamente de sementes de gramíneas, quando em estado natural. São de hábitos diurnos, já que de dia buscam comida para alimentar seus filhotes, e de noite descansam, sendo muito importante para eles dormir, pois se não fizeram isto de uma forma correcta poderá ocasionar vários problemas de saúde, principalmente quando domesticados. Em cativeiro, a dieta é complementada com verduras, frutas, farinhadas e outros complementos alimentares. Verduras que comem: chicória molhada, espinafre; Frutas que comem: banana, laranja. Recomenda-se não dar em hipótese alguma abacate e semente de maçã, pois contém substâncias nocivas para a saúde dos periquitos-australianos.



Colorido, atraente e animado são apenas alguns dos grandes atributos do Periquito Australiano, que possui o nome científico de Melopsittacus undulatus. Com suas personalidades quentes e curiosas, eles se toraram um grande animal de estimação para iniciantes na criação de pássaros e até mesmo para os mais experientes. Eles são bastante resistentes, baratos e fáceis de cuidar, por isso são presença constante em diversos lares, até mesmo nos mais humildes e simples. O Periquito vem da Austrália e o primeiro europeu a escrever qualquer coisa sobre esses pássaros coloridos foi John Gould, em 1865, em sua obra intitulada “Birds of Australia”.



Na natureza, o Periquito Australiano vem do interior da Austrália, onde a paisagem é quase desértica e não há estações chuvosas regulares. Este ambiente árido dura meses e às vezes fica anos sem chuva, por isso nem precisaríamos dizer que ele é um pássaro muito resistente. Eles são ótimos animais de estimação, especialmente se eles tiverem um monte de atenção e amor. Estas aves são naturalmente muito sociáveis, vivendo em grupos de 20 a 40 pássaros, e às vezes chegam até a 60 aves em estado selvagem, e não gosta de ser deixado sozinho. Portanto, se você possuir apenas um Periquito e está trabalhando 8 horas por dia, pense sobre a possibilidade comprar um companheiro para ele, ou tentar deixar o animal com alguém durante o tempo que você estiver fora de casa. Periquitos Australianos são bons animais de estimação para serem criados individualmente ou em um par ou mais, mas tenha atenção e apenas coloque um novo pássaro por vez no seu viveiro de criação.

Existem mais de 100 variedades de cores, mas é encontrado principalmente na cor verde, que é a cor dos Periquitos selvagens, vários tons de azul, opalino, cinza, branco, amarelo, lutino, arlequim e em vários tons destas cores, algumas mais raras do que outras. Normalmente medem de 17cm a 25cm de comprimento a partir da ponta do bico até à ponta da cauda. A cauda normalmente mede de 8cm a 11cm de comprimento. A média de vida do Periquito é de 12 a 14 anos e eles atingem a maturidade sexual com 6 a 8 meses, sendo interessante esperar pelo menos 1 anos para eles chocarem. Com esta pouca idade, eles já têm a plumagem de adulto, o que é bastante incomum entre os pássaros.

O problema mais comum da criação de Periquito Australiano seria que ele venha a arrancar as suas próprias penas. Isso geralmente é causado se o pássaro estiver sozinho e ficar entediado. Outro problema é se seu Periquito estiver com uma anilha muito apertada, neste caso um veterinário terá que removê-la. Se tomar cuidado básicos de higiene, o Periquito Australiano será um animal resistente e valerá bem o dinheiro e esforço gastos por você! Ele está prontamente disponíveis em diversas lojas de Pet Shops, bem como em criadores comuns, além disso, o Periquito Australiano tem um preço muito em conta, podendo ser considerado muito barato para comprar e também para manter em sua casa.


15 de fev de 2018

Criação do Papagaio-Cinzento (Psittacus erithacus)



O papagaio-cinzento ou papagaio-do-congo (Psittacus erithacus) é um papagaio africano, de plumagem predominante cinzenta e cauda vermelha, comum em diversas partes do mundo como animal de estimação, denominado entre o povo Yòrubá de odíde. São animais frugívoros (se alimentam de frutas), sementes, grãos e adoram nozes. Há também a ração comercial específica mais indicada para sua criação em cativeiro que, somadas às frutas, legumes, e alguns grãos, como o girassol, constituem uma alimentação balanceada.

São muito apreciados como animais de estimação, por serem dotados de surpreendente inteligência. São muito falantes e excelentes imitadores de sons.

Características
O papagaio-cinzento ou papagaio-do-congo (Psittacus erithacus) é um papagaio africano, de plumagem predominante cinzenta e cauda vermelha, comum em diversas partes do mundo como animal de estimação, denominado entre o povo Yòrubá de odíde.



São muito apreciados como animais de estimação, por serem dotados de surpreendente inteligência. São muito falantes e excelentes imitadores de sons.

Quando adulto chega a pesar 330g

Alimentação
São animais frugívoros (se alimentam de frutas), sementes, grãos e adoram nozes. Há também a ração comercial específica mais indicada para sua criação em cativeiro que, somadas às frutas, legumes, e alguns grãos, como o girassol, constituem uma alimentação balanceada.

Reprodução
O formato da cabeça e os olhos são diferentes, veja na foto abaixo.

DISTRIBUIÇÃO
África, próximo das regiões equatoriais

DIMENSÕES
Entre 35 e 40 centímetros, aproximadamente

DISTINÇÃO ENTRE OS SEXOS
Não existe diferença na aparência entre os dois sexos. Só é possível distingir entre os machos e as fêmeas, com uma certeza total, através de um exame endoscópico efectuado por um veterinário especializado, sistema ADN, colheita de sangue ou pelas penas.



CARACTERÍSTICA SOCIAIS
Os papagaios do Congo tem uma boa convivência com aves da mesma espécie, mas podem ter um  comportamento, muito agressivo com aves de menor porte e mais frágeis. Por conseguinte, não devem ser criadas num viveiro misto mas antes em casais. Estas aves podem tornar-se extremamente dóceis se forem (parcialmente) domesticadas e ou se habituarem à companhia humana, desde uma idade precoce. Uma característica típica dos papagaios do Congo é a sua preferência nítida por um dos membros da família, em particular, em relação a quem a aves desenvolve laços especiais de afetividade. Esta  pessoa referida não será necessariamente o tratador. Do mesmo modo, a aves pode desenvolver aversão a um ou mais membros da família. Seguramente, não são amigas de toda a gente.

ALOJAMENTO ADEQUADO
Os papagaios do Congo podem ser criados num viveiro ao ar livre dotado de um abrigo noturno que proteja da geada. Não faz sentido colocar muitas plantas num viveiro adaptado para estas aves, uma vez que elas roem as plantas desfazendo-as num ápice. Uma gaiola para papagaios espaçosa com barras horizontais é um outro meio possível de alojamento, desde que, diariamente, se proporcione à aves a oportunidade de distender as pernas e as assas no exterior da gaiola.

ALIMENTAÇÃO
Uma boa gama alimento para papagaio,possivelmente suplementar com um preparado de sais minerais e vitaminas, de um modo geral, serve bem como dieta básica. Pode suplementar esta dieta com fruta e também com de milho verde, jiló e outros legumes. Além disso, deve dar-lhes regularmente galhos frescos de árvores de frutas, para que possam roer. Devem ter sempre acesso a areia.

ATIVIDADE
Os papagaios do Congo são capazes, não apenas de imitar um vasto leque de palavras e de frases, mas também de aprenderem a cantar (partes) de canções. Além disso, conseguem imitar outros sons, desde o miar de gatos até ao som de passos em corredor de soalho. Parcialmente por este motivo, os papagaios do Congo são os papagaios favoritos na procura, sendo tratados como animais de estimação. Os papagaios do Congo gostam de trepar e devem estar permanentemente ocupados e os brinquedos são um excelente investimento. As aves criadas em recinto fechado devem poder tomar um duche diário com água morna.

CRIAÇÃO
Estes papagaios não são os mais fáceis de criar. Um fato importante é a tranquilidade mas também, e acima de tudo, constituem um casal com um bom entendimento mútuo. Um tronco de árvore oco pode ser utilizado como caixa de ninho com uma área média de 30 a 40 centímetros quadrados, aproximadamente, e uma altura de cerca de 70 centímetros. O orifício de entrada deve ter cerca de 12 centímetros de diâmetro. Deve espalhar aparas de madeira ou serradura pelo chão, ou galhos e ou pedaços de madeira apodrecida que as aves possam quebrar e utilizar como material de construção do ninho. Põem em média 
entre três e cinco ovos, que as fêmeas chocam durante um período de 30 dias, aproximadamente. Quando as cria tem entre dois e três meses de vida, surge a plumagem, mas continuam a ser alimentadas e tratadas pelos pais durante um mês ou mais. As criasadquirem a coloração clara da íris quandoatingem a idade aproximada de sete meses. Durante a época de gestação, podem tornar-se temporariamente agressivas em relação ao seu tratador.




6 de fev de 2018

Criação do Papagaio Ecletus (Eclectus roratus)



Características
Considerado um dos mais belos papagaios existentes, esta é a única ave no mundo que a fêmea é mais bonita que o macho, sendo uma das espécies que apresentam dimorfismo sexual que diferenciam machos e fêmeas.



Machos: Sua plumagem em geral é verde escura, a cabeça é ligeiramente amarelada, os lados do corpo e debaixo das asas é vermelho, a região coberta pelo rabo é verde amarelada, a dobra da asa é azul, as penas externas das asas são azuis escuras com bordo estreito de cor verde, as penas centrais do rabo são verdes com as pontas amarelas esverdeadas, as penas externas do rabo vão do verde escuro ao azul escuro e as pontas têm um bordo estreito branco amarelado, o lado inferior do rabo é escuro e também com um bordo estreito branco amarelado, a parte superior do bico é avermelhada com a ponta amarela e a parte debaixo é escura, sua íris vai do amarelo ao laranja e os pés são cinzas escuros.



Fêmeas: Sua plumagem em geral é vermelho escuro, as costas e as asas são vermelhas acastanhadas, o abdômen, os lados do corpo, a parte mais baixa do peito, a faixa larga que cruza o pescoço e na nuca são azuis violetas, ocasionalmente a parte superior do peito também pode ser azul violeta, a dobra e a extremidade da asa também são azuis violetas, porém de cor mais forte, debaixo da asa é azul violeta escuro, as penas primárias e as secundarias são azuis escuras, a região coberta pelo rabo é vermelha, os pássaros de Ceram possuem uma cor amarelada nas pontas da região coberta pelo rabo, a parte de cima do rabo é vermelha com um bordo amarelo alaranjado muito tênue, o lado inferior é vermelho alaranjado com o centro escuro e um bordo amarelado, o bico é preto, sua íris é amarelada e os pés cinzas escuros.

Tamanho : 35 a 42 cm.
Peso: 350 a 600 gr.

Alimentação
Pode ser fornecida ração extrusada com bastante fruta,principalmente maracujá e também uma mistura balanceada de sementes com no maximo 25% de girassol , pois estas aves tendem a engordarem com muita facilidade.

Reprodução
Na natureza, fazem ninhos principalmente em árvores altas, mortas ou palmeiras na extremidade da floresta, normalmente de 14 a 25 m de altura. Postura de 02 ovos normalmente, raramente 03, podendo fazer até 04 posturas ano. O tempo de incubação pode variar de 28 a 30 dias, os filhotes saem do ninho após 70 – 80 dias e continuam sendo alimentados pelos pais.

30 de jan de 2018

Criação do Manon (Lonchura striata domestica)



Características
O manon (Lonchura striata domestica) é um pequeno pássaro doméstico popular da ordem Passerinforme, membro da subfamília Estrildinae. Este pássaro é originário da China. Possui aproximadamente 11 centímetros de comprimento. Sua coloração varia do preto ao branco, passando pelo marrom e canela. Existem de cores puras (como canela, preto, albino), de penas frisadas, e arlequim, que é branco com marcações pretas. As cores também podem se misturar, formando até mesmo pássaros tricolores.

O manon não apresenta diferenças entre macho e fêmea, a não ser pelo canto discreto que possui o macho.

Costumam cuidar muito bem de seus filhotes. Não rejeitam ovos nem filhotes quando há interferências externas, como quando o criador abre seu ninho (que geralmente é uma caixa de madeira com uma tampa em cima).

Essa característica os torna muito importantes para a criação de outras aves que não se reproduzem com facilidade em cativeiro, em especial o diamante-de-gould. Os casais de manons são usados como amas-secas para chocar os ovos e cuidar dos filhotes de outras espécies.

Alimentação
A principal alimentação do Manon, são todas as espécies de sementes, como o alpiste. Pode-se dar couve, almeirão, escarola, jiló e pepino, exceto alface.

Durante a muda das penas, pode ser oferecida a farinhada, duas vezes por semana. No início do período reprodutivo, a farinhada também é muito importante e nessa epóca, pode ser oferecida diariamente, só não pode permanecer na gaiola, pois azeda, por isso, deve ser retirada ao final de cada dia.

Reprodução
Os pássaros Manons botam até 8 ovos por ninhada. Após juntar o casal, eles irão demorar de 5 a 7 dias para acasalarem e já começarão a botar os ovos. A incubação dura até 18 dias e o macho ajudará a fêmea a chocar. Com 45 dias, em média, os filhotes já estarão comendo sozinhos e poderão ser separados dos pais. Você pode utilizar o mesmo ninho que é usado na reprodução dos Periquitos Australianos, deixando palha seca de milho, capim seco ou outro material para ser usado na confecção do ninho. Os filhotes são muito resistentes e os Manons acasalam o ano inteiro, mas, deve-se deixar um período de pelo menos 3 meses do ano sem que eles choquem, para que possam descansar.

Confinamento
A gaiola para Manons deve ser mais comprida do que alta, podendo ter 40 cm de comprimento por 30 cm de largura e 30 cm de altura, ou até menores. Eles conseguem se adaptar bem.

O pássaro Manon possui o nome científico de Lonchura Striata Domestica. Ele pertence a família Estrildidae e é conhecido em inglês por Society-finch ou Bengalese-finch. Também é conhecido como Bengalin-do-Japão. Ele é originário da China mas foi “selecionado” por pesquisadores japoneses que fizeram diversos cruzamentos com a espécie silvestre chinesa Lonchura Striata, chegando ao manon que temos atualmente. O nome do pássaro tem origem francesa, moineau du Japon, que significa pardal do Japão. São muito apreciados pois são ótimos pais, cuidado perfeitamente bem de filhotes de diversas espécies exóticas.



Características físicas do manon
Existem em 3 cores básicas: o negro-marron o moka e o canela. Temos também as misturas entre essas três cores, como o manon negro-cinza, moka-cinza, canela-cinza, pastel-negro-marron, pastel-moka e pastel-canela. Mais raros são o arlequim-negro, arlequim-moka e o arlequim-canela. Veja abaixo as 3 cores básicas do pássaro manon.

Negro-Marrom: Maioria das Penas São negras ou Marrons.
Moka: Ausência parcial da cor negra, pode ser mais escuro ou mais claro.
Canela: Ausência total da cor negra, deve ter um marrom avermelhado.


Diferenciando machos e fêmeas de manon
O pássaro manon não apresenta dismorfismo sexual, ou seja, entre machos e fêmeas são idênticos. Você  pode identificar os machos colocando vários pássaros em uma grande gaiola ou viveiro. Logo os machos irão começar a cantar. Eles emitem alguns sons curtos, abrindo levemente as asas e eriçando as penas da garganta e do peito. Ao observar tais comportamentos você consegue identificar os machos.

Outra forma é pegar este macho e colocá-lo em uma gaiola separada. Em seguida vá colocando os outros manons juntamente com ele, um de cada vez, sendo que os pássaros que também cantarem serão machos, enquanto que a fêmea de manon ficará quieta.

Alimentação do manon
A alimentação do pássaro manon é bem simples. Ela consiste basicamente em sementes como o alpiste, painço e a senha. Ela deve ser complementada com verduras como o almeirão, couve, chicória. Uma fonte de cálcio também é importante. Ela pode ser um pote com areia ou um complemento liquido, que é facilmente encontrada em lojas de produtos para pássaros. Quando o pássaro estiver na época da reprodução, seja chocando ou cuidando do filhotes, deve-se dar uma alimentação reforçada, principalmente com o fornecimento de uma farinhada para pássaros a base de ovo.

Reprodução do manon
Os pássaros manons podem botar até 8 ovos por ninhada! Após juntar o casal eles irão demorar de 5 a 7 dias para acasalarem e já começarão a botar os ovos. A incubação dura até 18 dias e o macho ajudará a fêmea a chocar. Com 45 dias, em média, os filhotes de manon já estarão comendo sozinhos e poderão ser separados dos pais.

Você pode utilizar o mesmo ninho que é usado na reprodução dos Periquitos-australianos, deixando palha seca de milho, capim seco ou outro material para ser usado na sua construção. Os filhotes são muito resistentes e os manons acasalam o ano inteiro, contudo, deve-se deixar um período de pelo menos 3 meses sem que eles choquem, para que possam descansar. A gaiola para manons deve ser mais comprida do que alta, podendo ter 40 cm de comprimento por 30 cm de largura e 30 cm de altura, ou até menores. Eles conseguem se adaptar bem.

Manon como ama seca
Uma das principais características dos pássaros manon é o grande instinto maternal que eles possuem. Por isso eles são muito utilizados como ama-seca de outras espécies que não são bons pais, como por exemplo os Diamantes-de-gould, mandarins e o Bavete-de-cauda-longa. Eles irão chocar os ovos destas espécies como se fossem deles mesmos, e não descuidaram-se um minuto sequer dos ovos e da criação dos filhotes adotivos.

É mais aconselhável trocar os ovos que os manons botaram pelos ovos das outras espécies. O manon e a ave que irá ceder os ovos têm que estar chocando, contudo alguns casais de manon acabam aceitando chocar e criar os filhotes, mesmo sem estarem se reproduzindo. Isto varia de ave para ave, mas geralmente eles irão aceitar os ovos sem problemas.

*Você sabía que os MANONS é o fator mais importante na criação do DIAMANTE GOLD em GRANDE QUANTIDADE, pois são eles que vão tratar e cuidar dos filhotes dos diamantes. Para cada casal de diamante precisamos de 4 a 5 casais de manons, com esses casais de manons dá para tirar em torno de 200 filhotes de diamantes por ano. 

26 de jan de 2018

Criação do Mandarim (POEPHILA TAENIOPYGIA)



Características

Tamanho: 9 a 12 cm

Cores & variedades: O mais comum é o Cinza ou Zebra (corpo cinza-amarronzado com branco, listras negras na cauda e, só no macho, listras pretas e brancas na garganta, marcações alaranjadas nos lados da face e pintinhas brancas nos flancos); o Canela, Prateado, Ágata (Canela com bordas das penas grandes em branco), Mascarado (bege bem claro), Dorso Pálido (Cinza-claro), o Branco e o Albino (olhos vermelhos). 

Exemplos de mutações: com topete e bico amarelo (o original é vermelho), Cinza de Bochechas Negras ( o mais raro); Peito Negro; Peito Laranja; Bochecha Castanha; Pheo (creme claro com ponta das penas em tom mais forte), Creme; Pingüim (capa preta com o corpo branco ou prateada com branco etc) etc.

Comportamento
Sociável mas pode intimidar aves mais pequenas. tem tendência a monopolizar os ninhos existentes no viveiro.

Confinamento
Sempre com malha fina. Gaiola de metal, ideal para até 1 casal e seus filhotes - 40cm de altura x 60 de comprimento x 30 de profundidade. Gaiola criadeira de metal para até 30 filhotes com 12 dias até 18 meses, quando começam a acasalar - 35cm altura x 1,40 de comprimento x 60 de profundidade. Viveiro para até 40 casais com armação de ferro, os 4 lados fechados e teto todo coberto com telhas de barro e algumas de vidro, com 2 m de largura x 2 de comprimento e com maior número de ninhos do que de casais para não haver disputa. Poleiros de várias espessuras para exercitar os dedos.

Reprodução
Começa aos 9 meses. 

Identifica-se facilmente o macho da fêmea no Mandarim Cinza nas outras variedades é melhor observar - só o macho canta e o vermelho do bico da fêmea é mais pálido. Põe de 4 a 6 ovos que eclodem em cerca de 12 dias. Após cerca de 2 semanas já se alimentam sozinhos e aos 18 dias começam a voar. Os jovens são identificados pelo bico marrom-escuro quase negro. 

Ninho externo de caixa de madeira ou cestinha de vime de cerca de 14 cm de altura e 12 de diâmetro (colocada inclinada a 50 graus, para não cair os ovos, e amarrada nas grades da gaiola com arame). Material: capins em geral, sendo preferível o Barba de Bode e a Grama Japonesa. Colocar no fundo da gaiola para o pássaro pegar.

O mandarim ou diamante-mandarim (Taeniopygia guttata) é um pequeno passeriforme, membro da família Estrildidae. Este pássaro é originário da Australásia e é nativo da Austrália, Timor e Indonésia. Ocorre também em Portugal, Brasil, e nos Estados Unidos como espécie introduzida.

O mandarim é uma ave de pequeno porte, com 11 a 12 centímetros de comprimento. São aves muito gregárias e, na natureza, nunca estão longe do resto do bando ou do seu parceiro.

Os mandarins são brancos na barriga e cinzento mosqueado de preto no dorso e asas. A cauda é preta e branca. O bico é vermelho vivo. O mandarim macho se diferencia da fêmea por possuir manchas alaranjadas ou castanhas abaixo de cada olho. As fêmeas têm em geral o bico mais claro e os juvenis têm o bico marrom-escuro quase negro.

Na Natureza, o mandarim alimenta-se de sementes e grãos.

VARIAÇÕES





23 de jan de 2018

Criação de Forpus coelestis


Todos são bonitos, graciosos e, de acordo com o porte, fisicamente bastante parecidos entre si. Por isso, para quem não é especialista, não é difícil confundi-los pelas semelhanças, sobretudo pelo bico torto, característica comum entre as aves pertencentes à família Psittacidae. Por ser parecido com o popular periquito, porém de rabo curto, muito provável seja este o motivo de o forpus coelestis ser chamado por muitos de periquito coelestis.

Igual a seus parentes do grupo dos psitacídeos – arara, papagaio, agapornis, maritaca, jandaia, tuim, entre outros, além do periquito, como já mencionado –, o forpus coelestis tem boa adaptação à criação em ambiente doméstico, onde chega a viver até 20 anos quando bem tratado. Em viveiros ou gaiolas, é fácil de manejá-lo, por ser uma ave dócil e inteligente, seja para ser um bicho de estimação ou para ornamentação em sítios, chácaras ou residências.

Ativo e curioso, o forpus coelestis, também conhecido como tuim-do-pacífico, pode inclusive imitar a voz humana na pronúncia de algumas palavras, dependendo da dedicação do criador. No entanto, a habilidade de articular sons não faz dele um pássaro barulhento, como seus primos agapornis.

O forpus coelestis tem reprodução rápida, e os filhotes não demoram muito para se desgarar dos pais, apesar de a maturidade sexual chegar apenas com um ano de idade. A alimentação é à base de rações prontas ou sementes, frutas e hortaliças, que podem ser preparadas pelo próprio criador ou compradas no varejo especializado, como casas de rações e lojas de produtos agropecuários, que vendem diversas misturas alimentícias para aves.

Com cerca de 13 centímetros de comprimento e peso oscilante de 24 a 28 gramas, o pequeno pássaro não exige muito espaço para a instalação de suas acomodações. No entanto, por ser um animal territorialista, precisa contar com uma infraestrutura que permita manter a criação separada por casal. Também é importante assegurar a limpeza do local.

Oriundo de florestas secas tropicais, subtropicais e tropicais úmidas de baixa altitude, como os ambientes onde é encontrado no Peru, Equador e Venezuela, o forpus coelestis se apresenta naturalmente na cor verde, mas, ao longo dos anos, várias mutações foram obtidas e fixadas a partir de criações em cativeiros. As mais conhecidas, contudo, são azul, albino, malhado, lutino e pastel.

Coberto por penas coloridas, o forpus coelestis ainda tem em suas belas combinações de tons um meio de distinguir o sexo. Ausente nas fêmeas, a cor azul-escuro na borda das asas é uma alternativa fácil de identificar se a ave é macho.


INÍCIO A regra é adquirir exemplares de lojas credenciadas ou de criadores autorizados e com referência e larga experiência na lida com os pássaros. A medida tem como finalidade obter aves saudáveis e de qualidade para facilitar ainda mais a rotina da criação. É também necessário que o local de venda de forpus coelestis tenha registro na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

AMBIENTE Embora o forpus coelestis viva bem em pequenos espaços, ele deve ser criado separadamente de outras aves. Um casal por gaiola é a recomendação. A ave pode ser instalada em viveiros ao ar livre, desde que possuam um abrigo para passar a noite e se proteger do vento, frio e geada.

GAIOLA Ou viveiro é o local de criação do forpus coelestis. Seja qual for a opção, deve ser respeitado um espaço mínimo para o bem-estar da ave. No caso de gaiola para um casal, são indicados modelos com medidas mínimas de 60 x 30 x 30 centímetros. Há versões de arame galvanizado prontas para a venda em lojas do varejo. Para a época de reprodução, providencie um ninho de 15 x 15 x 25 centímetros contendo uma camada de aparas de pinho ou lascas finas de faia.

ACESSÓRIOS Os comedouros e bebedouros mais indicados são os de inox ou porcelana, mas também são usados os de plástico ou de barro. Os de formato redondo com borda facilitam o pouso da ave para beber e se alimentar. Disponibilize brinquedos para o entretenimento, pois o forpus coelestis é bastante ativo e precisa de distração.

ALIMENTAÇÃO Melhor se variada e fresca. Existem rações balanceadas próprias para psitacídeos e que atendem às exigências nutricionais da ave. O forpus coelestis também gosta de sementes e grãos. Em uma mistura, pode-se ter painço, milho, aveia, cânhamo, alpiste, trigo, linhaça e outros produtos higienizados. No mercado varejista, existem farinhadas próprias para psitacídeos de pequeno porte que servem como suplemento. A semente de girassol, composta de muito óleo, é considerada uma boa fonte de energia, sobretudo para o desenvolvimento dos filhotes, igualmente os alimentos à base de ovos. Hortaliças e frutas são outras preferências da ave. Contudo, evite alface e abacate. O fornecimento de cálcio é importante para o fortalecimento dos ossos. Sirva também água limpa e fresca trocada diariamente.

REPRODUÇÃO A fêmea pode ter de quatro a seis posturas por ano. Se a intenção for reduzir o número de crias, retire o ninho da gaiola ou do viveiro para impedir novos chocos. Após 21 dias incubados em ovos, os filhotes estão cobertos de penas nos 20 dias seguintes. Permanecem por mais dez dias nos ninhos e ganham a independência dos pais depois de mais 15 dias. Exceto em alguns casos que ocorrem um pouco mais cedo, estão prontos para iniciar a procriação somente quando completarem 12 meses de vida.


Caracteristicas
É a menor ave da família dos papagaios e periquitos no Brasil, com o corpo todo verde, um pouco mais escuro nas costas mede 12 centímetros e pesa em media 26 gramas. O bico é pequeno e cinza claro. Possui dimorfismo sexual, uma característica rara nas espécies brasileiras da família. O macho é verde-amarelado, com uma grande área azul na superfície inferior da asa e no baixo dorso; algumas penas na dobra da asa, ombros, parte inferior das costas, e coberteiras caudais são de uma cor azul-violeta. Testa, coroa e lados da cabeça mais esverdeados; parte inferior da cauda verde. A fêmea é totalmente verde, sendo amarelada na cabeça e nos flancos. A cauda curta forma a silhueta característica e diferencia o tuim do periquito.

Comportamento
Vivem em bandos de até 20 tuins e sempre que pousam, se agrupam em casais. Habitam as bordas das mata ribeirinha, mata seca e cerradões. Muito ativos, deslocam-se por grandes áreas, sempre com gritos de contato. Os chamados são agudos, em tons mais baixos do que os do periquito, além de serem mais curtos. Qualquer novidade na área de alimentação, ninho ou dormida é logo saudada pelos gritos de alarme e contato do grupo. Pousados, ficam camuflados pelas folhas. É surpreendente ver a quantidade que estava invisível na vegetação, depois de um grupo surpreendido levantar voo.

Confinamento



A Gaiola ideal para o FORPUS,dimensões:64x57x44 cm, Alt 40 cm.  O ideal que tenha a malha estreita e formato retangular como nas dimensões colocadas.  Viveiros,não existe tamanho padrão,no mínimo 0,60x0,50x0,35m.
Reprodução
Geralmente os Forpus Coelestis são aves fáceis de reproduzir, mas como em tudo, há que estar familiarizado com as suas características como reprodutores, só assim os resultados serão os esperados. 
Um Forpus atinge a maioridade sexual por volta dos 12 meses de idade, em alguns casos com 8 meses de idade eles começam a criar. Quem defenda que 2, ou mais, casais criam melhor do que apenas um, nesse caso é preferível que não se vejam.

Nidifica em ocos de árvores, ninhos artificiais e cupins. Costuma usar ninhos vazios de joão-de-barro e de pica-paus pequenos. As posturas podem ir de 3 a 8 ovos e são incubados pela fêmea, apesar de o macho também ficar longos períodos dentro do ninho. No habitat natural o período de incubação ronda os 17 dias. As crias têm um desenvolvimento muito rápido. Com 20 dias estão cobertos de penas e deixam o ninho pela quarta ou quinta semana de vida já com a plumagem do sexo correspondente.

Forpus coelestis



Caracteristicas

Forpus coelestis é uma espécie de ave da família Psittacidae. Mede cerca de 13 cm. Vive de 15 a 20 anos em cativeiro se bem alimentado.
Pode ser encontrada no Peru, Equador e Venezuela.
Na natureza vive em florestas secas tropicais ou subtropicais, florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude,matagal árido tropical ou subtropical e florestas secundárias altamente degradadas. Em cativeiro se adaptou muito facilmente, podendo ser criado em viveiros ou gaiolas, desde que respeitando-se o espaço mínimo para a aves. Uma gaiola de 60X30X30 (cm) é indicada para um casal.
A criação de forpus cresceu muito no Brasil durante os últimos anos, devido a sua facilidade de criação, manejo e docilidade das aves.
 

Sexagem

O Forpus possui dismorfismo sexual, o que facilita sua identificação. Para destinguir o macho da fêmea, deve-se observar a borda das asas que nos machos tem um tom azul escuro. Tal marca não existe nas fêmeas.

Reprodução


O Forpus se reproduz com certa facilidade, podendo criar até 4 vezes durante o ano. A incubação dura 21 dias e as crias deixam os ninhos com 30 dias. Após 15 dias fora do ninho, já podem ser separadas dos pais. As novas aves atingem a maturidade com 1 ano de idade.

Mutações

Na natureza, apresenta-se na cor verde,mas nas criações em cativeiros conseguiram fixar várias mutações (cores), sendo as mais conhecidas: Azul, Albino, Lutino, Pastel, etc.

17 de jan de 2018

Criação de Faisão Prelado (Lophura diardi)



Nome científico: Lophura diardi
Classificação: Espécie
Classificação superior: Lophura

Lophura diardi

Descrição
Pescoço e asas na cor cinza prateado, barriga azul escuro, cauda verde escuro, pernas e mascara vermelha, quanto as fêmeas, possuem coloração marrom com as asas pretas, todas as penas possuem uma borda branca, que dá um efeito de escamação.

Dimorfismo sexual: O macho difere da fêmea pela coloração, nesta espécie ele tem a cor mais chamativa que ela.

Peso: Machos 1.420 gramas e as Fêmeas de 680 a 1.025 gramas.

Alimentação
Acredita-se ser onívoro, alimentando-se de fr06utas, insetos, vermes e pequenos carangueijos. Em cativeiro alimenta-se com ração especial para faisões ou ração de crescimento para frangos, além de milho quebrado.

Reprodução
Reprodução na natureza: Postura de 4 a 8 ovos que são incubados por um período de 25 dias.
Reprodução em cativeiro: Postura de 12 a 20 ovos que são incubados por um período de 25 dias

Sua maturidade sexual se dá aos 3 anos de idade.

Planejamento da Produção de Suínos



Na suinocultura moderna e intensiva, um dos aspectos mais importantes na prevenção de doenças é o correto manejo das instalações, visando reduzir a pressão infectiva e a transmissão de agentes patogênicos entre animais de diferentes idades e racionalizar o uso da mão de obra nas atividades de manejo. Isto é possível através da utilização do sistema de produção "todos dentro todos fora" com vazio sanitário entre cada lote, pelo menos nas fases de maternidade, creche e crescimento/terminação. 


Para poder adotar esse sistema é necessário planejar as instalações estabelecendo o número de salas que atendem um determinado fluxo de produção (intervalo entre lotes). Para calcular o número de salas necessárias em cada fase de produção deve-se definir algumas variáveis conforme segue:
  • Intervalo entre lotes: os intervalos entre lotes de 7 ou 21 dias são os mais utilizados para facilitar as atividades de manejo, mas, teoricamente, pode-se utilizar qualquer período com menos de 22 dias. A opção de 7 ou 21 dias de intervalo entre lotes, depende de uma análise das vantagens e desvantagens de cada um (Quadro 2) e de algumas características do rebanho e instalações onde pretende-se utiliza-lo.
  • Idade ao desmame: para fins de cálculo das instalações e para realizar o desmame sempre no mesmo dia da semana, usar 21 ou 28 dias.
  • Idade de saída dos leitões da creche: geralmente é de 63 a 70 dias.
  • Idade de venda dos suínos: deve ser definida em função das características do mercado que se pretende atender.
  • Intervalo desmama/cio: normalmente utiliza-se como média 7 dias.
  • Duração da gestação: essa variável é fixa de 114 dias.
  • Duração do vazio sanitário entre cada lote: para esse período recomenda-se 7 dias (1 dia para lavagem + 1 dia para desinfecção + 5 dias de descanso).

Definidas estas variáveis é possível fazer os cálculos do número de salas necessárias em cada fase de produção e o número de lotes de matrizes necessários para atender o fluxo de produção. A seguir serão dados exemplos de cálculos para atender os intervalos entre lotes de 7 e 21 dias.


Cálculo do número de salas em cada fase de produção, para um intervalo entre lotes de 7 dias e desmame com 21 dias

Número de salas = Período de ocupação + vazio sanitário/Intervalo entre lotes
Exemplo 1 - Cálculo do número de salas de maternidade

Alojamento das fêmeas antes do parto = 7 dias
Período de aleitamento = 21 dias
Período de ocupação (7+21) = 28 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 7 dias

N.º de salas de maternidade = 28 + 7 / 7 = 5 salas
Exemplo 2 - Cálculo do número de salas de creche

Idade de desmame = 21 dias
Idade de saída de creche = 63 dias
Período de ocupação = 63 dias (saída da creche) menos 21 dias (idade ao desmame) = 42 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 7 dias

Número de salas de creche = 42 + 7 / 7 = 7 salas
Exemplo 3 - Cálculo do número de salas de crescimento-terminação (C/T)

Idade de saída da creche = 63 dias
Idade de venda dos suínos = 168 dias
Período de ocupação = 168 dias (idade de venda) menos 63 dias (idade saída de creche) = 105 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 7 dias

Número de salas de C/T = 105 + 7 / 7 = 16 salas



Cálculo do número de salas em cada fase de produção para um intervalo entre lotes de 21 dias e desmame com 28 dias

Exemplo 1 - Cálculo do número de salas de maternidade

Alojamento das fêmeas antes do parto = 7 dias
Período de aleitamento = 28 dias
Período de ocupação (7+28) = 35 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 21 dias

N.º de salas de maternidade = 35 + 7 / 21 = 2 salas
Exemplo 2 - Cálculo do número de salas de creche

Idade de desmame = 28 dias
Idade saída de creche = 70 dias
Período de ocupação = 70 dias (saída da creche) menos 28 dias (idade ao desmame) = 42 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 21 dias

N.º de salas de creche = 42 + 7 / 21 = 2 salas
Exemplo 3 - Cálculo do número de salas de crescimento-terminação (C/T)

Idade de saída da creche = 70 dias
Idade de venda dos suínos = 168 dias
Período de ocupação = 168 dias (idade de venda) menos 70 dias (idade saída de creche) = 98 dias
Vazio sanitário = 7 dias
Intervalo entre lotes = 21 dias

Número de salas de C/T = 98 + 7 / 21 = 5 salas

Cálculo do número de lotes de fêmeas na granja

Número de lotes de porcas = Intervalo entre partos / Intervalo entre lotes
Exemplo 1 - Número de lotes para o intervalo entre lotes de 7 dias

Intervalo desmama cio = 7 dias
Duração da gestação = 114 dias
Duração média do aleitamento = 21 dias
Intervalo entre lotes = 7 dias

Número de lotes de porcas = 7 + 114 + 21 / 7 = 20,28 (20 lotes)
Exemplo 2 - Número de lotes para o intervalo entre lotes de 21 dias

Intervalo desmama/cio = 7 dias
Duração da gestação = 114 dias
Duração média do aleitamento = 28 dias
Intervalo entre lotes = 21 dias

Número de lotes de porcas = 7 + 114 + 28 / 21 = 7,09 (7 lotes)
O número de matrizes por lote depende do tamanho do rebanho. Para uma granja de 200 matrizes com intervalo entre lotes de 7 dias e 20 lotes de porcas, teremos a seguinte situação (200 matrizes ÷ 20 lotes = 10 fêmeas por lote). Neste caso necessita-se de 5 salas de maternidade para alojar 10 fêmeas cada, 7 salas de creche e 16 salas de crescimento/terminação com capacidade para alojar os leitões desmamados de um lote de 10 fêmeas (cerca de 100 leitões). É importante prever cerca de 10% a mais de fêmeas para cada lote semanal em função dos retornos ao cio. Dessa forma deve-se prever a cobertura de 11 porcas por lote a cada 7 dias.

    Para uma granja de 70 matrizes com intervalo entre lotes de 21 dias e 7 lotes de porcas, teremos a seguinte situação (70 matrizes ÷ 7 lotes = 10 fêmeas cada lote). Neste caso necessita-se de 2 salas de maternidade para alojar 10 fêmeas cada, 2 salas de creche e 5 salas de crescimento/terminação com capacidade para alojar os leitões desmamados de um lote de 10 fêmeas. Como no caso anterior, deve-se prever 10% a mais de fêmeas para cada lote, o que implica em prever a cobertura de 11 porcas por lote a cada 21 dias.
    Na construção das edificações as diferentes salas não poderão ter comunicação direta entre elas para maior eficiência do vazio sanitário. A construção de corredor central com portas de acesso às salas não é recomendado. As portas de entradas devem ser previstas pelas laterais da instalação, exceto nas instalações com apenas duas salas em que as portas de entrada podem ser pelas extremidades.

Quadro 1. Vantagens e inconvenientes no sistema de manejo em lotes com intervalo de 7 dias.

Desmame com 21 dias e intervalo entre lotes de 7 dias
Vantagens
Inconvenientes
1. Facilidade de introdução de leitoas.
2. Pouca variação na idade dos leitões do mesmo lote.
3. Melhor utilização dos machos.
4. Fácil reciclagem do retorno ao cio.
5. Maior otimização da mão de obra.
6. Maior uso das instalações.
7. Preserva o estado nutricional das porcas.
1. Custo elevado para rebanho pequeno ou médio devido ao grande número de salas.
2. Todas as semanas repetem-se as atividades como lavagens e desinfecção de salas, partos, aplicação de ferro, castração, desmame, vendas, cobrições etc.
Quadro 2. Vantagens e inconvenientes no sistema de manejo em lotes com intervalo de 21 dias.
Desmame com 28 dias e intervalo entre lotes de 21 dias
Vantagens
Inconvenientes

1. Adequado para rebanhos médios e pequenos devido ao pequeno número de salas.
2. Organização das atividades definidas semana por semana.
3. Maior número de suínos/lotes facilitando o transporte e concentrando as atividades de manejo.
4. Possibilidade de realização do vazio sanitário em rebanhos menores.
5. Retornos ao cio coincidem com o intervalo entre lotes
6. Concentração das coberturas permitindo melhor uso da IA.
1. Dificuldade na introdução de leitoas nos lotes.
2. Uso irregular dos machos.
3. Maior variação na idade dos leitões do mesmo lote (geralmente até 10 dias).
4. Menor uso das instalações.
5. Maior desgaste das porcas devido ao desmame estimado em 28 dias de idade, e que, na prática, a média fica em torno de 26 dias.